26/06/2010

Feridos com tiros de borracha da PSP

<p>Muitas pessoas assistiram ao Portugal-Brasil na rua</p>
Dois detidos, ambos brasileiros, e vários feridos é o resultado dos distúrbios que aconteceram na zona norte do Parque das Nações após o Portugal-Brasil. Nessa zona de Lisboa concentraram-se centenas de adeptos, sobretudo junto dos bares e restaurantes, para assistirem ao jogo, mas a festa foi, no final, substituída por violência, apesar da presença da polícia.


Muitas pessoas assistiram ao Portugal-Brasil na rua
 (Foto: Miguel Manso)
Em comunicado, a PSP referiu que "dezenas de indivíduos" danificaram carros, partindo vidros e provocando amolgadelas. Seguiu-se, após a intervenção policial, o arremesso de pedras e garrafas de vidro na direcção dos agentes da PSP - o comunicado diz que ficaram feridos mais de dez polícias, sem gravidade. A tensão crescente levou mesmo ao reforço do contingente policial com equipas de intervenção rápida, que usou bastões e recorreu às shot gun, disparando balas de borracha para tentar repor a ordem - essas balas, diz a agência Lusa, feriram várias pessoas que estavam perto dos bares.

O saldo final destes "actos de vandalismo", como lhes chamou o intendente Azevedo Ramos, dá conta de dois detidos, de 17 e 18 anos. Carla Duarte, porta-voz do Comando Metropolitano de Lisboa, adiantou à Lusa que um foi detido por incentivar aos confrontos com a polícia e o outro por arremessar pedras contra os agentes. Ambos foram notificados para comparecer em tribunal no dia 28 de Junho.

Alguns adeptos acusaram a polícia de ter "entrado a matar". "Quando acabou o jogo, estava a haver alegria, farra. A polícia chegou com o cacetete e a disparar balas de borracha. Se houve alguma coisa, foi abuso de poder", disse à Lusa um adepto. O intendente Azevedo Ramos nega a acusação e diz que a actuação da PSP foi ajustada. "Se festejassem de forma adequada, não haveria problema, pois eles vêm para cá ver o jogo com essa finalidade. Como não o fizeram, a lei determina que tenhamos este tipo de actuação de forma a poder travar estes comportamentos."

Se no Parque das Nações a festa acabou mal, no Rossio tudo acabou bem, apesar de dominar o amarelo e verde da bandeira brasileira. Para Tatiana Ladeira "é interessante ver este encontro, esta torcida". Escolheu o Rossio por acaso, mas, para esta jornalista brasileira, ver a partida rodeada por "portugueses e brasileiros", num ambiente "tão bom", é especial. "Há uma boa relação entre nós, mas sou sincera: quero que o Brasil ganhe!", confessava entre risos.

O Rossio estava cheio. Tanto de gente, como de som. Assobios, muitos. Gritos de apoio, ainda mais. As vuvuzelas também não tiveram, nem deram, descanso. Apesar da confusão, própria de um jogo de futebol, a tarde no centro da cidade foi calma.
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