10/07/2010

Jornalismo, polícia e “bairros problemáticos”



Todos os dias são noticiados um corropio de acontecimentos: Jovens abatidos por polícias, assaltos em praias e crimes nas cidades e revoltas de jovens em bairros “guetizados” dos arredores da grande Lisboa.
Como tratam os jornalistas aquilo que acontece nos bairros sociais? Conseguem ter uma visão jornalística dos acontecimentos ou tendem a agravar a discriminação que muitos dos habitantes dos bairros pobres são sujeitos? Existe um jornalismo sobre assuntos policiais ou apenas existe um jornalismo que divulga os dados filtrados por fontes policiais? Como tratar jornalisticamente os problemas da criminalidade sem tropeçar na justificação social dos crimes ou na aceitação acrítica das acções policiais?
São alguns dos assuntos do próximo debate organizado pelo Sindicato dos Jornalistas com o apoio do Chapitô.

A conversa contará com a presença do rapper e activista LBC, do comissário Paulo Flor da PSP e do jornalista da SIC Pedro Coelho. A data é no próximo dia 14 de Julho às 22 horas no Chapitô.
(via 5dias)

2 comentários:

Bastian disse...

É óbvio que os jornalistas procuram dar ênfase às notícias de forma a venderem-nas.

Não obstante o que vocês chamam de "bairros problemáticos" efectivamente SÃO bairros problemáticos.

Eu vivo perto da Cova da Moura e do Bairro 6 de Maio, ambos focos de tráfico de droga e lutas de cães. Destes sei e tenho conhecimento sem precisar de ler artigos no jornal ou ver notícias na TV.

Jovens à procura de lucro fácil normalmente fazem-no em grupo (técnicas de intimidação) e junto de pessoas mais fracas e/ou que estejam sós a caminho ou ao sair das escolas preparatória e secundária da Damaia.

Muitos destes assaltantes SÃO de bairros problemáticos e são eles próprios problemas muito sérios que comprometem a segurança das pessoas que aqui vivem.

O que os media transmitem por vezes enfatiza demasiado a violência que é perpretada por alguns como se todos agissem da mesma forma, quando de facto existem muitos cidadãos honestos a viverem nestes bairros.

Agora é profundamente irritante que por acharem contra a violência policial (e sei que esta existe) que se encontram no direito de estarem a vitimizar, atenuar ou até mesmo apagar por completo uma reputação que é devida aos bairros problemáticos de Lisboa e arredores.

Rodrigo Rivera disse...

Amigo, nós não somos os organizadores do debate portanto não lhe demos título. No entanto acho que o melhor mesmo era ires lá expressar a tua opinião sobre o assunto :) A violência policial é um facto, tal como os crimes tanto nos subúrbios em "bairros problemáticos", como no centro das cidades. É uma óptima oportunidade para ouvir os vários lados envolvidos nas notícias e reflectir sobre o assunto. Porque nenhuma generalização é justa, nem na polícia, nem nos bairros.